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Último lugar na corrida da vida


Eu sou muito lenta para o ritmo da minha vida.


Tive essa sensação recentemente quando parei em um semáforo, enquanto dirigia meu simples carro azul e parei ao lado de uma Ferrari. Era um contraste cômico demais para ser ignorado. Então, abaixei a vidro:


“Vamos ver quem chega primeiro?” Eu provoquei, como uma simples brincadeira. O motorista sorriu e acelerou o motor. Ele me deixou comendo poeira, mas não sem uma nova metáfora para refletir.


Goste ou não, todos nós fazemos parte desta corrida da vida humana.


Momentos depois de um "positivo" em um teste de gravidez, somos involuntária e irrevogavelmente eliminadas das fases iniciais da corrida. A partir daí, nossas referências e medidas mudam: os movimentos são medidos, os batimentos cardíacos são contados e isso tudo antes do parto (que muitas vezes é cedo ou tarde demais).


Damos as boas-vindas aos nossos amados com um beijo e uma pontuação de Apgar, com muitas métricas a seguir. Pisque e essas pontuações evoluem para a competência de letras ABC, gols de futebol, pré-escola (nós os contamos de qualquer maneira), resultados de testes, cartas de aceitação de faculdade, relacionamentos adequados e até saldos de contas bancárias.


Para o bem ou para o mal, essas métricas são companheiras constantes, empurrando-nos pela vida a velocidades vertiginosas. Temos pena daqueles que ficam para trás, mas avançamos em direção a uma linha de chegada sempre alusiva para que possamos vencer... e não sabemos exatamente o quê. Tememos que, se desacelerarmos, certamente seremos atingidos por algo ou alguém; o que significa que todas nós, muitas vezes, continuamos andando em círculos.


Anos vivendo nesse ritmo acelerado, desgastou o tecido da minha alma. Estou sempre sem fôlego e perdendo o ritmo continuamente.

Não é nenhuma novidade: Eu sou a carro simples, não uma Ferrari.


Por que estou pressionando tanto para chegar na próxima etapa, quando ela é sempre seguida por outra? Devo terminar a corrida, com certeza, mas quem disse que eu deveria romper a fita da linha de chegada em ritmo de recorde mundial?

Talvez haja tempo para abrir a janela e apenas fazer uma pausa.

Quando faço uma pausa, vejo coisas comoventes e lindas. Eu vejo vislumbres da humanidade enquanto a poeira baixa: alguns correm enquanto outros mancam; alguns podem apenas rastejar. Há outros desacelerando também - os samaritanos atravessando silenciosamente para ajudar alguns que tropeçam ou outros que ficam presos no chão. Eles usam métricas não convencionais, ficando para trás para levar os outros à frente.


Vejo uma mãe colocando o telefone de lado para olhar e brincar um pouco com seus filhos.

Vislumbro o professor, demorando-se tempo suficiente após o sino para presentear seu aluno com uma palavra amável.

Eu pego o cliente, parando apenas o tempo suficiente para encontrar os olhos do caixa do supermercado e sorrir.


Essas pessoas fazem uma pausa, assim como Deus fez desde o início:


Quando Ele viu que o que Ele fez era bom. Quando Ele percebeu a dor de Sara, a rejeição de Hagar e a estrutura ainda não nascida de Davi. Então, com olhos humanos, Ele fez uma pausa e olhou para dentro do coração humano: no cobrador de impostos corrupto, na mulher que sofria por doze anos de uma enfermedidade e tocou seu manto em meio à multidão, na mulher rebelde no poço, com a alma sedenta. Ele fez uma pausa para a humanidade imperfeita, repetidamente, para mostrar a glória divina e o amor incondicional e eterno por cada uma de nós.


Essa é a beleza paradoxal de ficar para trás.


Desacelerar nesta vida parece um sacrifício. Parece que seremos enganadas, ignoradas ou atropeladas. Mas fazer uma pausa e muitas vezes desacelerar, é se aproximar do Deus que vê (Gênesis 16:13) as almas ao nosso redor, inclusive a nossa.

Eu sou muito lenta para minha vida. Agora, estou pensando em dirigir ainda mais devagar. Porque sempre que espero a poeira baixar, vejo que "pessoas" importam infinitamente mais do que vencer a "corrida". Nas pausas lembro-me: não se trata de quando eu termino, mas de quem termina comigo.



Nichole Woo



Texto postado originalmente no blog do MOPS International.

Nichole Woo escreve no site walkthenarrows.com.


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