UA-142702713-1 A morte e a resurreição da fé
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A morte e a resurreição da fé


Há um ano atrás, em uma sexta-feira santa, admiti algo em voz alta para mim mesma que eu já sabia há algum tempo: minha fé estava morta.


Procurei uma amiga de confiança, e abri meu coração para ela. Eu já seguia Jesus por tempo suficiente para saber que Ele era a única coisa que eu queria, o único que eu queria seguir. Apesar da minha angústia, não queria outra coisa. As palavras de Pedro soaram verdadeiras para mim: Para onde mais eu iria, Senhor? (João 6:68).

Eu estava determinada a encontrar uma nova maneira de viver o amor de Jesus, e não poderia encontrar essa nova maneira sem fazer perguntas difíceis - aquelas que me fazia há anos, aquelas que eu achava que não era permitido perguntar.

Minha amiga entendeu a desilusão que eu sentia e cheia de compaixāo compartilhou comigo essa verdade poderosa: minha fé nāo seria verdadeira se eu não estivesse coragem de fazer minhas perguntas e lutar honestamente para juntar as peças que não pareciam se encaixar.

Enquanto eu assistia um culto de sexta-feira santa naquela noite, um sentimento profundo cresceu dentro de mim. Enquanto ouvia a história que já ouvira tantas vezes antes - Jesus preso, Jesus sofrendo, Jesus crucificado por meu pecado - lágrimas começaram a escorrer pelo meu rosto.

Deus, por que a violência da crucificação teve que fazer parte do seu plano de redenção? O que é salvação? O que é o céu? Se você é a própria personificação do amor, então por que o cristianismo parece tão exclusivo? Por que vejo fanatismo em algumas pessoas que te seguem? Senhor, as vezes a Boas Nova não parece uma boa notícia, e o que devo fazer com isso?

Depois de derramar essas perguntas e muitas outras diante de Deus, perguntei algumas sobre o meu coraçāo: E se eu procurar as respostas e não gostar do que encontrar? E se eu ficar sem resposta depois disso? E agora?

Eu imagio que Maria fez muitas perguntas para Deus enquanto observava o filho dela ser espancado, pregado em uma cruz de madeira e finalmente furado para garantir que ele estivesse realmente morto. Em vários momentos da vida de Jesus, vemos Maria contemplando o mistério de Deus, revelado em seu filho.


Logo após o nascimento de Jesus, quando os pastores estavam gritando e comemorando a chegada do Messias, lemos que Maria obervou todas essas coisas e as ponderou em seu coração (Lucas 2:19). Quando Jesus tinha 12 anos, ele desapareceu por três dias durante uma viagem à Jerusalém. Maria finalmente o encontrou no templo entre os líderes religiosos, ouvindo, aprendendo e fazendo perguntas, e novamente ela guardou todas essas coisas em seu coração (Lucas 2:51).

Imagino que a reflexão de Maria nesses momentos tenha sido marcada por admiração e esperança: essa criança deve ser realmente o Filho de Deus! Que coisas poderosas o Senhor realizará através dele? Mas o que ela pensou enquanto o observava morrer?


Gostaria de saber se desta vez os pensamentos e perguntas de Maria foram marcados por raiva, descrença ou pesar: Deus disse que meu filho seria Rei para sempre, mas agora ele foi crucificado como um criminoso comum. Ele está morto! Morto! Jesus fez algo errado? Eu fiz algo de errado? Eu entendi errado a promessa de Deus? Isso tudo era apenas uma farsa? Deus, como você pôde deixar isso acontecer?

Diante da morte, é natural fazer perguntas e sentir um profundo desejo por algum senso de significado em meio à dor.


A sexta-feira santa parece um beco sem saída, mas é um convite às nossas perguntas mais confusas.

A pergunta que eu acho que passou pela mente de Maria e dos discípulos, foi a que mais me chamou a atenção para mim mesma: Para onde vou a partir daqui?

Na primeira sexta-feira santa, Maria e os discípulos não sabiam que o domingo - a ressurreição - estava chegando. Mas em algum lugar profundo da alma humana, existe uma consciência de que a morte não tem a palavra final, e eu gosto de pensar que Maria sentiu aquela pequena centelha de esperança.


Essa é a história que Deus tem contado ao longo da história: a morte não é o fim.

É essa fé e esperança profunda no coração que me guiou a buscar as respostas que eu precisa. Eu tenho explorado minhas perguntas ouvindo pastores, podcasts, amigos de confiança e principalmente a própria Bíblia. Eu fui honesta com Deus e comigo mesma. Aprendi muito sobre a história, práticas religiosas cristãs e várias teorias sobre questões teológicas.

Após um ano pesquisando bastante, o final da minha história é o seguinte: ainda não tenho todas as respostas para minhas perguntas. Mas entendi uma coisa:


A vida de fé é forjada na luta, na busca e muitas vezes na espera.

Uma borboleta precisa bater as asas contra o interior do casulo para ganhar força para voar; tem que lutar para se libertar para experimentar a verdadeira liberdade. E assim continuo batendo minhas asas na escuridão, como Maria, os discípulos e tantos outros que vieram antes de mim tiveram que fazer.

Além disso, se a história de Deus é verdadeira - se realmente não há becos sem saída na fé, se a ressurreição está sempre diante de nós - então esse não é o fim da minha história, mas o meio, o local perfeito para Deus abrir um novo caminho e continuar trabalhando em mim, no meu coração e em todas as áreas da minha vida.


Brittany L. Bergman



Texto publicado originalmente no blog do MOPS International.

Brittany L. Bergman é escritora e editora que vive nos subúrbios de Chicago com o marido e a filha. Ela é apaixonada por viver de maneira simples, saboreando a maternidade e encontrando signifcado no cotidiano. Você pode encontrá-la escrevendo sobre isso em brittanylbergman.com.

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