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Braços cansados



Meus braços estão cansados. Eu bati em uma parede sólida, de cimento, com 1,20 de largura e 1,80 de altura.


Eu imaginava que ser mãe poderia ser bem cansativo. Imaginei que haveriam algumas noites sem dormir e algumas manhãs nubladas. O que eu não imaginava era quão exausta eu me sentiria depois de cinco, seis ou sete noites sem dormir que pareciam não ter fim. Eu não levei em conta o preço que o ritmo da maternidade teria no meu corpo e na minha alma.


Alguns dias eu me sinto como um esqueleto, muito fraca. Minha compaixão e senso de humor diminuem até que a ideia de fazer alguma coisa, mesmo que seja um sanduíche, me deixa em lágrimas no sofá. As vezes eu escolho não chorar simplesmente porque deixar cair as lágrimas exige muita energia da minha parte.


É aqui que estou exatamente agora, oscilando entre muito-cansada-para-chorar e tão-cansada-que-quero-chorar. A única coisa que consigo pensar é: meus braços estão tão cansados.


Meus braços embalam meu bebê a 1h, às 3h e às 5h da manhã, troco incontáveis fraldas, e arrasto um desajeitado bebê-conforto para dentro e para fora do carro. Meus braços fazem meu bebê dormir, envolvem e abraçam, abraçam outra vez e outra vez. Meus braços juntam a chupeta do chão pela décima segunda vez. Não é de se admirar que estejam cansados.


Do jeito que nosso ano começou, eu deveria ter visto essa parede surgir. Minha família passou a virada de Ano Novo no pronto-socorro, e todos testamos positivo para a gripe – inclusive meu bebê de cinco meses. As duas semanas seguintes foram cheias de dores no corpo, febres e noites de frenéticas e sussurradas orações. Uma noite meu marido e eu estávamos tão doentes que sequer podíamos cuidar do nosso bebê. Meus pais salvaram nosso dia, levando-o para passar a noite na casa deles. Sou eternamente grata a eles por aquele dia, apesar de ter começado a chorar no estacionamento porque não estava pronta para passar a primeira noite longe dele.


De algum modo todos nós engatinhamos de volta na recuperação da nossa saúde. Após duas semanas me senti melhor, até que uma manhã meus braços começaram a doer.


Essa não foi a primeira vez que desmoronei. Me deparei com a minha primeira “parede da maternidade” alguns meses atrás e fiz as únicas duas coisas que faziam sentido: entrei em pânico e chamei minha mãe. Pelo telefone, eu mal conseguia explicar como estava me sentindo, mas eu acho que ela ouviu meus soluços e entendeu a essência:


“Eu não consigo – fazer – coisa alguma, ” eu disse. “Você acha que eu estou com depressão pós-parto?”.


“Querida, eu acho que você é uma mãe nova e que está incrivelmente exausta.”, respondeu a minha mãe gentilmente, “Isso acontece com todas as mães. Isso não torna você uma mãe ruim – só significa que você também é um ser humano com necessidades.”.

Mamãe, você é uma super-mulher. Você ama seus filhos mais do que a si mesma. Você passa a maior parte do seu tempo derramando sua vida, amor e energia sobre eles. Mas, em alguns dias, seus braços estarão doendo muito para conseguir abotoar a capa da super-mulher e está tudo bem.

Como mães, muitas vezes acreditamos que ignorar nossas necessidades é um ato heróico, mas isso é mentira. Braços cansados são geralmente um sinal de alerta que fatigamos nossas almas, negligenciando o coração. Se nos recusarmos continuamente a cuidar dos nossos corpos, alma e mente, começamos a agir mais como vilãs do que como super-heróis.


Vamos parar de empurrar nossa exaustão para debaixo do tapete. Ao invés disto, vejamos nossos braços cansados como um convite para corrermos para nosso Pai celestial e vamos deixar Ele nos segurar.

Para mim, geralmente isso significa fechar os olhos para a bagunça do meu apartamento e usar o tempo da soneca para ler, escrever uma oração e me conectar com Deus. Também significa pedir ajuda para cuidar do meu bebê, quando possível, assim posso de vez em quando me renovar, com um bom café.

Enquanto estou descansando nos braços de Deus, eu procuro me lembrar que Ele também tem espaço suficiente para segurar meu filho. Finalmente, eu louvo ao Deus que embala o mundo em suas mãos, que me formou do pó da terra. Seus braços alcançam muito mais longe do que os meus e nunca se cansam.



Postado originalmente no blog do MOPS International.

Amber Miller é uma grande defensora de rir alto, conhecer pessoas jogando jogos de tabuleiro (há muito mais jogos do que apenas Banco Imobiliário) e longas caminhadas. Ela mora em St. Louis, Missouri, USA, com seu marido e seu filho de dois anos.



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