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Cinco dicas para conversas profundas


As conversas na hora do jantar parecem um pouco diferente do que costumavam ser para mim e meu marido. Depois que nossa filha nasceu, muitas das nossas refeições foram marcadas por poucas palavras - não porque estivéssemos chateados um com o outro, mas porque estávamos exaustos, tentando não dormir em cima da nossa comida.


Nos últimos seis meses, temos falado com mais frequência e profundidade sobre assuntos como Deus, teologia e política. Parte dessa mudança é porque estamos em uma fase gloriosamente estável de não sermos privados de sono e sobrecarregados com as tarefas do dia a dia. Mas parte dessa mudança é porque estou em uma época de descobertas e busca espiritual, e não consigo deixar de falar sobre isso com meu marido.


Meu marido não está passando por uma crise de identidade espiritual, mas mesmo assim, assumiu o papel de participar dessa jornada comigo. Seu apoio ativo em me ouvir faz toda a diferença, me sinto amada e segura quando minha identidade e crenças parece estar em constante mudança.


Para ser honesta, as primeiras conversas que tivemos sobre minhas dúvidas não foram muito boas. Tornei-me defensiva rapidamente, pensando que meu marido esperava que eu tivesse todas as minhas convicções formadas, quando na verdade ele só queria entender o que eu estava passando. Quando começamos a falar mais abertamente, desenvolvemos algumas práticas que nos ajudam a ter conversas produtivas e frutíferas, que nos aproximam, mesmo quando nossas opiniões divergem.


Nós começamos com o final em mente.

É impossível saber exatamente onde chegaremos ao final de uma conversa, mas compartilhar uma visão é importante e possível. Muitas vezes começamos essas conversas compartilhando o que queremos no final. Por exemplo: “Eu quero ter uma perspectiva que esteja enraizada no amor a Deus e me permita amar as pessoas melhor” ou “Eu quero entender melhor essa parte da Bíblia e o que o autor realmente quis dizer”. Ao nomear nossas intenções, desejos e expectativas, nós fundamentamos nossa conversa na exploração, em vez do debate.


Nós não tentamos convencer o outro.

Em vez de nos posicionarmos como adversários, onde apenas uma pessoa pode sair da conversa correta e vitoriosa, nos comprometemos a ser co-aprendizes. Conversamos sobre essas grandes questões e todas as outras coisas para nos conhecermos (algo que ainda precisamos fazer, mesmo no casamento), para processar o que estamos pensando e sentindo e para terminar em um novo lugar. Às vezes, "novo" não significa uma mudança radical, pode ser que cada um de nós aguce uma opinião que já realizamos, ou talvez cheguemos a conclusões diferentes sobre uma nova ideia.


A parte mais importante é que nos impulsionamos, aprendemos juntos e beneficiamos a perspectiva um do outro. Esta é provavelmente a parte mais difícil para mim, dado o meu tipo de personalidade, “sempre estou certa”. Então, quando eu me vejo começando a ficar na defensiva ou adversária, eu digo em voz alta que quero aprender com ele e não lutar contra ele.


Nós permanecemos ancorados em quem o outro é.

Todos nós já ouvimos a ideia de que não devemos discutir religião e política na mesa de jantar. Essas conversas têm o poder de se tornarem agressivas rapidamente. Eu acho que é porque esses tópicos estão tão profundamente ligados a nossa identidade, nossos valores e nossas crenças fundamentais. Quando alguém não concorda com nossos pontos de vista, pode parecer uma afronta a quem somos.


Pela mesma razão, pode nos levar a acreditar em coisas falsas e negativas sobre quem a outra pessoa é. Quando meu marido e eu temos conversas difíceis, especialmente quando as coisas começam a ficar aquecidas, nós nos comprometemos a lembrar de quem é a outra pessoa e quem nós sabemos que ela é. Meu marido é gentil, generoso, servo de coração, inteligente e atencioso. Mesmo quando discordamos, essas coisas ainda são verdadeiras sobre ele.


Nós nos pressionamos para sermos nossos melhores.

Acreditar no melhor do outro não significa aceitamos inquestionavelmente as opiniões um do outro. Às vezes, isso significa que as vezes meu marido precisa me forçar a ser o meu melhor e vice-versa. Apontar quando uma opinião não se alinha com o que eu valorizo, ou quando uma crença não está de acordo com o que cremos é importante para mim. Todos temos pontos cegos e eu confio em meu marido, que me conhece melhor do que qualquer outra pessoa, para ser o meu espelho lateral, me ajudando a ver o que eu não consigo.


Estamos aderindo frases que desarmam situações difíceis.

Aqui estão algumas dos nossas frases favoritas:

"O que você acha sobre isso?"

"Essa é uma preocupação válida".

"Eu não pensei sobre isso dessa maneira."

"Essa é uma boa pergunta."

"E se ____ fosse verdade?"

"Existe algo que eu não estou vendo."

"O que eu estou ouvindo você dizer é ..."


Embora nossas conversas nem sempre sejam perfeitamente suaves, essas práticas ajudam meu marido e eu a permanecer no caminho do aprendizado mútuo. À medida que abrimos espaço para uma discussão graciosa, mesmo quando discordamos, investimos na unidade do nosso casamento.


Brittany L. Bergman



Brittany L. Bergman é escritora e editora. Mora nos subúrbios de Chicago com o marido e a filha. Ela é apaixonada por viver de forma simples, saboreando a maternidade e encontrando o sagrado no cotidiano. Você pode encontrá-la escrevendo sobre essas atividades em brittanylbergman.com.


Tradução livre por Tatiana Hume. Voluntária do MOPS Brasil, pois realmente acredita que nutrir corações pode mudar o rumo de uma história.


Texto original no link.

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