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Encontrando Minha Aldeia



Logo após o nascimento da minha primeira filha, eu senti como se eu tivesse passado por um véu; um véu que me separava da minha vida antes disso. Eu estava admirada em quão diferente minha vida tinha se tornado. E estava ainda mais admirada com o fato de que eu me sentia como se outras jovens mães que eu conhecia, não tivessem me preparado para o que estava para acontecer.


Eu me lembro de pensar – Porque as pessoas não falam sobre isso? Considerando os desafios e alegrias que eu estava experimentando. Eu não tinha certeza para quem eu podia correr quando tudo era tão novo. Minha mãe veio para ficar comigo e meu marido pelas duas primeiras semanas de vida da minha filha. Ela foi maravilhosa e ajudou muito, mas depois ela foi embora e meu marido voltou a trabalhar. Lá estava eu, sozinha com um recém-nascido.


Minha filha havia estado na UTI por cinco dias depois que ela nasceu e a amamentação foi um enorme desafio. Ela era adorável quando dormia, mas muitas das horas em que estava acordada ela passava chorando. Embora eu tentasse a “livre demanda” como as enfermeiras no hospital tinham recomendado, eu não tinha entendido totalmente o que isso significava enquanto eu meticulosamente tentava uma forma de estabelecer uma rotina com minha filha. Eu tinha algum conhecimento em roupas de bebê, mas eu não sabia que minha Ergo tinha uma opção colocar o bebê que eu podia ter pedido. Também meu Sling me deixou animadíssima, teve tantas horas segurando minha bebê em meus braços, só pra ela não chorar. Teve tantas horas deitadas no chão do banheiro, desperdiçando litros de água com a torneira aberta só por causa do “barulhinho” enquanto minha bebê sem roupinha tentava se acalmar no meu peito.


Eu encontrei refúgio em um grupo de apoio a amamentação e em uma loja de produtos sobre gravidez e amamentação. Eu mandava mensagens de texto quase diariamente para outras mulheres que tinham tido recém-nascidos e tinham estado nas minhas aulas de birth. Mas lá estávamos todas nós como pequenas ilhas solitárias, sozinhas em nossas próprias casas, cavando em novos livros de cuidados com bebês que tínhamos comprado, tentando formar algum tipo de rotina no meio do caos. Nenhuma de nós pedia por ajuda quando era necessário, nos sentíamos envergonhadas por não ser forte o suficiente para dar conta de tudo. A maioria de nós estava lidando com a fome constante, pois parecia mais fácil não comer o suficiente do que tentar colocar o bebê em algum lugar para usar as duas mãos e preparar alguma coisa para comer.

Era uma experiência solitária. Mas eu fui transformada.


E então depois, eu fiz novamente, mas diferente. Eu contratei uma ajudante enquanto eu me preparava para o nascimento do meu segundo filho. Eu a mantive comigo por mais de um ano depois que meu filho nasceu. Eu fui conversar com um terapeuta para me preparar para as mudanças que eu sabia que encontraria desta vez. Eu aproveitei meu bebê sem parar pelos primeiros seis meses. Eu confiei nos meus instintos e prometi que não leria nenhum livro, ao menos se eu soubesse que ajudaria. Eu pedi ajuda para minha família e amigos, Eu recebi ajuda. Eu estava capacitada.


Eu quero isso para todas as mulheres conforme elas navegam na jornada da maternidade; ver mães e famílias prosperarem em apoio enquanto elas transitam para a vida com um recém-nascido, com uma nova criança ou aquelas que sofrem por perdas relacionadas a gravidez.


Embora eu tive duas experiências diferentes de pós-parto, eu estava capacitada para dar em troca, para colocar a mão na massa no apoio para famílias e os pequeninos. Me senti chamada para ser uma opção de fonte para a comunidade e em direcionar novas famílias para profissionais que poderiam ajudá-los a passar pelas dificuldades com pós-parto. Eu quero mulheres capacitadas por pedir e receber ajuda.


E com isso me doar, sentar com uma mãe de recém-nascido, ajudar a secar suas lágrimas, dar uma soneca pra ela, ajudar na amamentação do seu precioso bebê e preparar uma boa refeição para ela sua família, mas sou incapaz de fazer isso sozinha. Eu não consigo suprir as necessidades destas novas famílias sozinha. Pois eu também sou uma jovem mãe e meus filhos, embora mais velhos, precisam de mim tanto quanto essas famílias que eu sirvo. Sou somente um pedaço do quebra-cabeça, uma fonte, um suporte apoiado em uma poderosa rede.


Foi como eu encontrei minha aldeia.


Eu trabalho junto com um grupo de lindas e talentosas mulheres, chamadas de doulas do pós-parto, cada uma possui uma forca única, talentos e dons. Juntas, nós ajudamos e cobrir os espaços no suporte para famílias preciosas em tempos de necessidades. Isso É comunidade. Essa é a vida nós queremos viver; não mais sozinha, mas rodeada com e por uma tribo, uma vila; cada conexão fortalecendo o todo.

E essas mulheres me fortalecem também, Nós nos encontramos regularmente; compartilhamos nossas vulnerabilidades, nossos corações, nossos sonhos; erguemos uma a outra, limpamos as lágrimas uma da outra e nós somos mais verdadeiras, mais completas por causa disso.

Isso É vida; linda, maravilhosa vida.

Eu encontrei minha aldeia.

Nós somos isso, juntas.

E juntas , nós somos o todo.


Julia Bergquist é mãe de duas crianças ruivas e cacheadas, que enchem o seu coração e alma. Ela é também uma doula de pós-parto e fonoaudióloga que ama servir famílias durante o tempo de pós-parto.


Tradução de Luciana Stowe, voluntaria do MOPS Brasil, mãe de duas crianças que adoram brincar e ouvir histórias. Ela também é professora de inglês e faz homeschooling com os filhos

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