UA-142702713-1 Eu sou uma mãe vencedora
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Eu sou uma mãe vencedora



O que acontece quando, dentro do ventre de uma mulher, um novo ser humano começa a tomar forma? O que muda quando uma vida se inicia dentro de outra que já existe? Fisicamente, o corpo feminino passa por processos complexos para que o organismo mantenha a gravidez e permita que essa milagrosa jornada continue até o momento mais esperado da gestação: o parto. Não são apenas as mudanças fisiológicas, no entanto, que figuram o espetáculo do surgimento da vida. O ambiente em que esta pequena semente se desenvolve influenciará não só o seu próprio desenvolvimento, mas a forma como sua mãe levará este momento desafiador até o grande dia do nascimento.


O meio em que a mulher engravida é, sem dúvida, determinante na maneira como ela viverá essa experiência tão intensa. Ter um filho planejado, com os pais convictos de que desejam construir a família, é o melhor dos cenários. E quando a notícia da gravidez chega de forma inesperada aos 18 anos, de um relacionamento passageiro? Ou quando, já perto dos 40 anos e após um aborto espontâneo, nem se espera por mais um filho? Ana Paula Lopes Samaan pode responder às duas questões. Parece muito para uma pessoa só, mas esta é a história da servidora pública federal, mãe de Caique, 20, e Chiara, 2.


De uma família cristã tradicional e conservadora, Ana Paula cresceu amada por seus pais e com uma boa estrutura familiar. Aos olhos da sociedade, nada justificaria uma gravidez na adolescência. A garota bem instruída, estudante de direito, e que tão nova conquistou uma vaga por concurso no Tribunal Regional Federal, prometia um futuro promissor.


No entanto, só o futuro poderia dizer que não deixaria de ser promissor em razão de um filho. Mas como saber? Uma barriga crescendo parecia ser o ponto final de uma vida cheia de planos e perspectivas. “Eu passei de bom exemplo para mau exemplo. Tive muita vergonha. Lamentava por meus pais e por tudo que tinha causado. Num primeiro momento, foi um choque e um super escândalo”, revela Ana Paula, que, com o passar das semanas, foi se fechando e se escondendo.


Já perto dos quatro meses de gestação, seu pai, o pastor Daniel Samaan, lhe deu um chacoalhão. “Saia do seu quarto e viva! Não posso perder uma filha para ganhar um neto”.

Apesar da advertência, não foi fácil levar a gravidez. Embora tenha tido o respaldo de sua família, Ana Paula não aceitava a sua condição. “Tinha medo de ser julgada e mal vista pelos outros. Meus próprios conceitos me condenavam. O que eu era para a sociedade? No meu pensamento, eu era um lixo”, conta Ana Paula. “Então, quanto mais a barriga crescia, mais vergonha eu sentia. E, embora eu me sentisse protegida por meus pais, eu queria que passasse logo todo aquele processo da gestação”, completa.


Em um primeiro momento, parece perturbador ouvir de uma gestante o desejo pelo fim da gravidez. Mas o que esperar de uma jovem que se depara com algo que, para sempre, mudará o rumo de sua vida?

O tempo, como um instrumento de Deus, mostrou que Caique veio como uma bênção para quebrar os paradigmas e quebrantar os corações endurecidos por antigas convicções.

Afinal, o amor é maior do que qualquer certeza. Mas nada disso aliviou os conflitos vividos por Ana Paula.


A sua experiência a moldou. Fez com que sentisse a necessidade de ser mais forte e rígida. Mãe de primeira viagem, com uma criança nos braços, não queria errar de novo. Permaneceu firme em seus princípios e se apegou a Deus. Batizou-se em sua igreja e, por um bom tempo, não imaginava que poderia ser amada verdadeiramente por alguém que também desejasse Caique como seu filho.


Como os pensamentos de Deus são mais altos, Ele provou para Ana Paula o contrário. Deus lhe havia reservado um presente: alguém que seria, além de seu companheiro e pai de Caique, pai também de Chiara. Leandro Gil, 42 anos, deu para Ana Paula, entre tantas felicidades, a experiência de reviver a maternidade. Juntos, vivenciaram a alegria de gerar um filho e a dor de perdê-lo. Alguns anos após o casamento, ela engravidou, mas abortou espontaneamente pouco tempo depois. Novos conflitos surgiram em sua mente. “Foram tantas frustrações que acabei desistindo de dar essa alegria ao meu marido e, realmente, não queria mais ter filhos diante de tamanho desapontamento”, afirma Ana Paula que, com quase 35 anos na época, chegou a acreditar que jamais seria mãe novamente.


No entanto, a vontade perfeita e agradável de Deus era diferente de seus planos. Com 38 anos, contrariando suas expectativas, a mãe de Caique se viu, novamente, grávida. Mais experiente, em um casamento sólido, não havia motivos para temer. Porém, nem sempre a carga hormonal em uma gestante a isenta de certa instabilidade emocional. Ao contrário. Agora, conhecendo o que a esperava, Ana Paula sabia que enfrentaria todos os desafios do que é ter um bebê. Desafios tais como o recente desfralde da pequena Chiara. São doces conquistas de um trabalho diário árduo para quem não deixou a sua profissão e mantém uma rotina de mãe de dois, esposa e dona de casa.


Mesmo o tempo não a poupou do medo quando soube que estava grávida de sua caçula. Os sentimentos de uma gestação para outra foram diferentes. Já não existia o desespero e a sensação de vida interrompida. A experiência lhe trouxe segurança, mas não impediu novos conflitos.

“Apesar de não recomendar uma gravidez precoce, foi muito bom ter Caique cedo. Nossa relação de amor foi construída. Tivemos o nosso tempo. Hoje, ele é um homem criado, mora fora do país e tem sua própria vida. Eu sou uma mãe vencedora.”

Diz Ana Paula.


Essa certeza a ajuda a enfrentar os desafios que cercam a criação de Chiara e a fortalece na busca pela mãe que procura ser. “Quero sempre poder abraçar meus filhos, ter os braços largos para os cercar e os confortar diante de seus conflitos. Quero sempre ser um porto seguro”, finaliza.


Ana Paula Samaan

Texto produzido por Jaqueline Mendes Cilo



Ana Paula Samaan é casada com Leandro Gil há dez anos e mãe de Caique (20), e de Chiara (2). Mora em Vinhedo há seis anos e vem tentando desacelerar, mesmo com a turbulência da maternidade e de seu trabalho como servidora pública federal. Apaixonada pela maternidade, agradece a Deus por ter encontrado no MOPS uma nova família. Seu maior sonho é que seus filhos não se desviem do caminho do Senhor, pois tem a certeza de que longe dEle não terão a paz e a felicidade plena que ela deseja para eles.

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