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Livre das minhas histórias do passado


Minha mãe me vestiu com uma meia-calça creme e um vestido beje novo para o meu primeiro dia no jardim de infância. Eu reclamei por ter que usar a meia-calça, mas minha mãe conseguiu o que ela queria naquele dia. Era uma nova escola, um novo estado e era a primeira vez que eu ficava fora o dia todo, cinco dias por semana.


Ela bagunçou meu cabelo como sempre fazia: como uma diretora de um filme, certificando-se de que tudo estava no lugar certo. Lembro-me vagamente dela me dando algumas instruções extras sobre coisas que eu deveria ou não fazer. Sendo uma mãe que experimentou as preocupações que vêm junto com o envio dos meus próprios filhos para o jardim de infância pela primeira vez, eu só posso imaginar como sua lista repetitiva de lembretes, acompanhada por seus olhos arregalados, foram ainda mais alimentado pelo fato de que ela era uma imigrante, navegando nessas primeiras vezes em um país e idioma diferente. Ela envolveu todas as suas preocupações em minhas roupas novas e me mandou para a escola.


Mesmo 30 anos depois, lembro-me muito bem desses detalhes particulares, porque poucas horas depois meu vestido e minhas meias foram arruinadas no recreio.


Saí e olhei bem o parquinho. Minha visão pousou em um escorregador de metal prateado e entrei na fila para esperar minha vez de subir e descer. Assim que cheguei ao topo da escada, lembrei-me de uma garotinha subindo atrás de mim rapidamente e gritando para um garotinho embaixo do escorregador. Ela dizia que iria "pegar a próxima garotinha". Confusa, olhei para ela porque não tinha ideia de quem ela era e não achei que ela estava falando de mim. Assim que ela alcançou o topo do escorregador e ficou atrás de mim, ela me empurrou com força. Eu caí de lado e caí de joelhos em uma poça de lama. Eu era a próxima "garotinha". Ela riu enquanto eu me sentava com minha roupa toda salpicada com grandes manchas de lama e completamente confusa.


Quando cheguei em casa mais tarde naquele dia e minha mãe me perguntou o que havia acontecido, eu disse a ela que eu havia caído. Eu deixei de fora todas as outras partes da história. Naquela noite, eu deitei na cama me perguntando por que eu tinha sido escolhida e como isso me fez querer esconder essa história.


Durante anos, olhei para trás e desejei ter sido mais forte ou ter feito algo diferente em resposta; algo que parecia mais com o que eu pensava que a coragem deveria ser. Eu me imaginava enfrentando a garotinha, em vez de ficar sentada na lama por tanto tempo. Por muito tempo, achei que ter coragem parecia mais um momento definidor de ferocidade com as palavras e expressões certas. Já que eu não parecia ter isso, decidi colocar meus sentimentos de vergonha de lado e escondê-los.


Quando finalmente contei à minha mãe o que realmente aconteceu naquele dia do jardim de infância, eu era uma jovem adulta. Conversamos sobre o ano em que moramos em Nova York e a escola que frequentei, entäo contei a ela o que havia acontecido. Depois de todos aqueles anos. Eu me perguntei se ela poderia estar com raiva de mim, em vez disso, ela estava triste por isso ter acontecido e por eu ter guardado para mim por tanto tempo.


Eu gostaria de poder dizer que aprender a escolher a vulnerabilidade e contar minhas histórias foi fácil. Mas essa luta foi uma das batalhas mais longas da minha vida e até hoje tem sido assim.

Demorou muitos anos para dar voz à minha história, mas caminhar para a luz com minhas histórias me trouxe liberdade.

Isso me faz pensar na mulher que sangrou por 12 anos e foi curada pelo toque no manto de Jesus. Depois de uma luta tão longa, e anos desejando se livrar de sua condição, só posso imaginar quantas vezes ela já havia orado ou tentado resolver o problema. Mesmo assim, depois de todos aqueles anos de tentativas fracassadas, ela encontrou Jesus.


Ela fez sua dor conhecida em público e em sua vulnerabilidade, ela teve a audácia de estender a mão. Quando Jesus perguntou quem havia tocado em seu manto, ela poderia ter se escondido, mas em vez disso falou. Ela corajosamente disse a verdade e compartilhou sua história para que todos ouvissem.


Sua história de dor tornou-se sua história de cura. Sua história de vergonha tornou-se sua liberdade.

Nunca foi a tentativa de ser mais forte que teria feito minha história do escorregador não doer tanto em mim. Foi contando isso, junto com todas as outras histórias que eu contei e vivi, que Jesus me ofereceu a cura. É por meio do relacionamento e da busca de Jesus, que Ele continua trazendo libertação a cada página da minha vida.


Tasha Burgoyne



Esse texto foi publicado originalmente no blog do MOPS International.

Tasha Burgoyne é uma sonhadora, uma menina Hapa, esposa de Matt e mãe de três pequenos guerreiros: dois meninos selvagens e uma pequena menina. Encontre mais de seus escritos em tashajun.com.

Este artigo aparece atualmente na revista MOPS.

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