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Nascidas para nós


O dia começa, e Cláudia Luciana, 45, se desdobra em mil para dar conta do recado. Engana-se quem pensa que a sua loja de presentes é o que mais lhe demanda atenção. Em casa, duas pequenas meninas têm uma agenda cheia: escola, balé, médicos, tarefas de casa e por aí vai. Então, de microempresária, Cláudia assume o posto para o qual ela diz ter nascido para estar: o de mãe. “Eu nasci para ser mãe. Nunca tive dúvidas disso”, afirma sem pestanejar a fluminense nascida na cidade de Volta Redonda, onde vive até hoje.


A quem ouve suas histórias sobre o cotidiano materno e tudo o que gira em torno dos cuidados de Dháfny, 7, e Kauany, 3, pode passar despercebido o fato de que suas filhas não são biológicas. Para Cláudia, que sempre teve a certeza de que o futuro lhe daria a maternidade, foi difícil encarar a perda de um filho logo na primeira tentativa de engravidar.


Depois de descobrir a gravidez ectópica, quando o embrião se forma fora do útero, ela não só viu ir embora o seu bebê como também a sua trompa e a esperança de ter novamente uma gestação tranquila, livre de dificuldades. A partir de agora, seria muito mais complicado.


Mesmo assim, Cláudia e seu marido, não desistiram. “O nosso desejo era de ter filhos, de ser pai, de ser mãe. Então, pensamos na adoção e, em 2009, entramos para a fila de adoção”, conta.


Após essa decisão, a vida de Cláudia e de seu marido foi esperar. Embora durante os anos seguintes ainda tentassem engravidar, logo o tempo foi mostrando que essa possibilidade era cada vez mais improvável. Trabalhar as emoções não era uma tarefa fácil. Perda, ansiedade, espera, angústia. “Acho que até cheguei a ter uma gravidez psicológica. Todos que me olhavam diziam que eu estava grávida. Mas, na minha barriga, não tinha nada”. De repente, quem havia nascido para ser mãe se via cada vez mais longe deste sonho.


Foi quando, diante da televisão, Cláudia assistiu a um casal de amigos que passou pela mesma luta. Eles não engravidavam e optaram pela adoção. Num programa matinal de TV, os dois narraram sua história de perfilhação de irmãos e inspiraram Cláudia e João Carlos.


Logo depois, entraram em contato com seus amigos e passaram a fazer parte de um grupo de apoio. Não demorou muito para que o Fórum de Barra Mansa, cidade vizinha a Volta Redonda, ligasse para Cláudia e sugerisse a mudança de perfil na fila de adoção. Assim, passaram de uma criança de até três anos e meio para o grupo de irmãos de até cinco anos e meio. Isso mudou tudo. Em três meses, Cláudia e João Carlos estavam no abrigo conhecendo aquelas que seriam as suas amadas filhas.


“Foram seis anos na fila de adoção até o Fórum entrar em contato conosco. Foi muito angustiante, mas, hoje, entendo que era o tempo de Deus. Perfeito. Porque, nesse período, minhas filhas foram geradas e nasceram para nós”, explica Cláudia que, em riqueza de detalhes, conta como foi receber a notícia de que duas irmãs os esperavam para conhecê-los. “Eu estava trabalhando e foi algo como o início de um trabalho de parto. A minha bolsa parecia ter rompido e tínhamos que ir rápido ao hospital porque as minhas meninas estavam para nascer. Foi a melhor coisa que já aconteceu comigo.”


A partir de então, com as filhas nos braços, Cláudia viveu uma vida de novidade. Tudo era desafiador. “Já sentíamos que éramos seus pais com ou sem dificuldades”, diz.


Dháfny, a mais velha, na época com cinco anos, já havia rejeitado dois casais. Ao chegar em seu novo lar, demorou a chamar Cláudia de mãe.

Foi o cultivo amoroso, sábio e contínuo desta mulher na vida de sua filha que a fez ouvir espontaneamente de sua primogênita a palavra “mãe”. E a descrição para isso, segundo ela, é que foi “mágico”.

Hoje, com as meninas há três anos, a mãe Cláudia vive na prática o seu desígnio. Deixou de ser um sonho para uma realidade. E, no dia-a-dia, esta mulher se divide prazerosamente, com um sorriso no rosto, em mil, para atender as necessidades de suas pequenas joias.


“Sou muito presente. Participo ativamente da rotina delas. Faço tudo por elas e também por mim. Assim, me realizo.”


E quando, nas cabecinhas inteligentes de duas meninas, surgem pensamentos ou dúvidas a respeito do passado ou do amor de seus novos pais, Cláudia tem sempre uma resposta.

“Não precisou que a minha barriga crescesse para que eu as amasse. O amor que sinto por vocês e o dom que tenho de ser mãe vão além de uma gestação. Vocês não nasceram de mim, mas nasceram para mim, para nós.”

Claudia Ferreira

Texto produzido por Jaqueline Mendes Cilo



Cláudia Ferreira é casada com João Carlos e mãe de duas princesas lindas, Dháfny, 7, e Kauany, 3. Adora fotografia, mas a sua paixão está na maternidade. Ama tanto ser mãe que foi convidada a palestrar sobre amor na festa de comemoração do Dia das Mães da escola de sua filha mais velha.



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