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Ser a mãe que eu sempre sonhei



Sempre sonhei em ser mãe em tempo integral. Desde muito pequena me via em casa com meus muitos filhos, cuidando deles, da casa e do meu marido, como naqueles filmes antigos que víamos na televisão. Porém, a medida que fui crescendo esse sonho foi ficando guardado cada vez mais fundo no armário, e dando lugar a mulher que o mundo queria que eu fosse, formada, independente em todos os sentidos, executiva de grandes empresas, fazendo muitas vezes o trabalho de homens, com hora para sair de casa e sem hora para voltar.

Eu era e tinha tudo o que a maioria das mulheres sonham em ter um dia na vida. Eu era feliz, realizada, mas ainda faltava alguma coisa.

Meus chefes e colegas me diziam que logo eu chegaria a diretoria, que eu era muito competente, mas minha resposta era sempre a mesma: eu não quero isso, quero ser mãe.


Me casei e lembro-me o primeiro dia que voltei a trabalhar depois da minha lua de mel, olhei para o meu marido, ainda dormindo, e chorei. Chorei por ter que deixá-lo ali em casa, chorei por ter que ir trabalhar, e chorei mais ainda porque ele não precisava de mim para nada, era totalmente independente, mas como seria essa volta quando eu deixasse em casa o meu filho.


Cinco anos se passaram e meu primeiro filho nasceu. Nesse momento ganhei novas lentes para enxergar a vida, acho que é isso as pessoas querem dizer quando falam que o filho muda a gente. Entendi o tamanho do amor de Deus por nós, em dar o seu único filho para morrer em nosso lugar, chorei muito em pensar que Ele entregou Seu filho para sofrer por nós, que não merecíamos, e que muitas vezes desprezamos esse amor e zelo.


Bom, o tão temível dia de voltar ao trabalho chegou, mas dessa vez eu estava preparada, estava tranquila pois, sabia que Deus tinha o melhor para a minha vida. Durante minha licença maternidade muita coisa aconteceu e me mostrou que Ele estava mudando a minha vida profissional, e que somente teria que confiar e descansar.


Aquele sonho de “mãe a moda antiga” começava a ser desenterrado, mas ainda não era do jeito que eu sonhara. Deixei então de ter um emprego fixo para trabalhar como consultora, o que me daria mais tempo livre para cuidar do meu filho.


Outros cinco anos se passaram, e agora minha vida realmente mudou, mas não foi uma mudança tão simples, foi algo que, mais uma vez, aprendi com meus filhos. Esses últimos anos foram anos de muita crise no nosso país o que fez com que o meu trabalho se tornasse um luxo, e assim tive que me reinventar, pois eu precisava ajudar nas contas de casa, não conseguia ficar parada por muito tempo, mas para que pudesse continuar com a flexibilidade de horário e permanecer mais tempo em casa, os meninos tinham que estar na escola em período integral. Que tipo de mãe eu me tornei? Não era nada disso que eu sonhava, tinha alguma coisa muito errada.


Me recordo de um dia, quando meu sobrinho veio nos visitar, ele mora em outra cidade e demora a vir nos ver, e na hora de ir embora ele quis levar o seu patinete. O patinete do primo era a alegria do meu filho todas as tardes ao voltar da escola, aqui em casa havia lugar plano para andar, na casa do meu sobrinho não havia, mas o patinete era dele e ele precisava levar embora. Assim que ele foi embora, meu filho caiu no choro, um choro doído, sentido.


Na minha falta de sensibilidade de um adulto falei: filho, não fique assim, logo a gente compra um para você. E então veio a resposta: mãe, eu não estou chorando pelo patinete, estou chorando porque meu primo foi embora e vai demorar muito para ele voltar.


Nesse momento eu entendi o que Deus quer dizer quando nos pede para sermos como crianças, pois elas são simples e se importam com o que realmente tem importância.

Então no final de 2018 Deus começou a falar comigo sobre o meu antigo sonho, falar que Ele queria me proporcionar aquilo que eu sempre quis, que eu deveria pensar nas coisas que realmente são importantes, mas o que isso me custaria? O meu tempo livre? O meu trabalho? Minha sanidade mental? Meus filhos voltavam da escola todos os dias pedindo para ficar em casa comigo no dia seguinte, não porque não gostassem ou não tivessem amigos, porque eles tinham e muitos, mas porque queriam estar comigo, queriam que eu ensinasse a eles, essas eram suas palavras.


Agora, como eu conseguiria ficar 24 horas 7 dias por semana com 2 crianças em casa?

Foi aí que muitas famílias que praticavam a educação domiciliar foram aparecendo na minha vida, pouco a pouco. Primeiramente achei loucura, mas fui pesquisar e entender mais sobre o assunto, e a cada texto que lia, cada depoimento que ouvia, Deus me falava: Não olhe as dificuldades, simplesmente confie em mim e me obedeça, não é exatamente isso que você ensina aos seus filhos?


Então, Deus me deu um presente, um treinamento aconteceu na minha cidade, que uniu famílias de todo o Brasil. Quando eu comecei a ver a movimentação de pessoas se deslocando de suas casas para estar presente nesse evento que aconteceria literalmente no meu caminho para levar os meninos na escola, eu chorei demais. Gente vindo de Manaus, Porto Alegre, Teresina, Goiânia, Rio de Janeiro, Estados Unidos, eu chorei em ver o cuidado de Deus comigo e o quanto Ele me queria nesse negócio.


Ganhei outros presentes, descobri que no meu condomínio tínhamos a maior comunidade de família educadoras do país, meus filhos teriam amigos na nova “escola”, que eu poderia proporcionar uma educação de qualidade e com valores cristãos a eles, entre tantas outras coisas.


Hoje já estamos no terceiro mês de educação domiciliar, sei que é pouco, mas eu consigo ver muito mais coisas positivas do que negativas. Talvez a pior delas seja que eu ainda estou aprendendo, levo muito tempo preparando aulas, buscando conteúdo e conhecendo novas opções. Por outro lado, eles estão muito mais tranquilos, nossa rotina está cada dia melhor, fico orgulhosa de ver o interesse e empenho que eles têm com as nossas atividades. Eles têm aprendido muito, apesar de achar que eu tenho aprendido muito mais com eles.


Temos momentos ruins também, mas na maior parte os nossos dias são muito divertidos e aprendi que qualquer lugar e qualquer hora é hora de ensinar.

Hoje posso dizer, com toda a certeza, que sou mais feliz, e aquele meu sonho de criança, aquele sonho que Deus colocou no meu coração quando eu ainda era muito pequena, finalmente se tornou realidade. Sou mais feliz porque escolhi obedecer a Deus, por mais que minha razão fosse contra. Sou feliz porque aprendi que as crianças aprendem pelo exemplo, e se eu quero filhos obedientes eu preciso obedecer.


Sou feliz porque eu tenho um Deus que cuida de mim e conhece todos os meus sonhos, pois foi Ele que os deu a mim.


Patricia Falcão



Patricia Falcão Riera tem 38 anos, é mãe do Thiago e Theodoro, esposa, filha, irmã, amiga, missionária e dona de casa. Tem um projeto voltado as famílias, proporcionando um tempo de qualidade para que invistam em seus relacionamentos contando histórias por meio de um álbum de figurinhas personalizados com fotos. Conheça mais seguindo @album.contandoahistoria no Instagram e Facebook.



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