UA-142702713-1 Sozinha, mas não desamparada
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Sozinha, mas não desamparada


Certamente esses últimos 2 anos têm sido bem difíceis para mim! No dia 03/06/2017 senti a dor mais profunda que conheci até hoje... Perdi a minha mãe, perdi meu chão, perdi seus conselhos, só conseguia pensar como eu poderia continuar sem ela?


A minha mãe e eu, nos tornamos melhores amigas depois que perdi o meu pai. Me lembro de dias muito tensos na nossa casa, e a minha mãe sempre nos dando bons exemplos e sempre apaziguado as situações difíceis com o meu pai, ele era muito agressivo conosco. Um certo dia a minha mãe criou coragem e com seus 4 filhos e uma mala decidiu mudar, cansada de tantos maus tratos ela decidiu sair de casa.


Tivemos que trabalhar desde muito cedo e aí construímos, força, amizade e amor para alicerçar uma estrutura familiar nova, sem a figura paterna. Foram tempos bem difíceis, meu pai faleceu após 2 anos dessa mudança. Na luta constante do dia a dia da sobrevivência, o vínculo com ela foi aumentando.


A sua fragilidade, bondade, mansidão, inocência, gentileza e carinho com todos ao seu redor eram o que mais me encantava nela. Ao mesmo tempo a sua bravura, força, sabedoria, sua luta para nos criar da melhor maneira sem ajuda alguma, pois não conhecíamos ninguém quando nos mudamos. Por passar por tantas coisas

Sempre tive muito medo de muitas coisas.


Eu tinha medo de ser mãe. Aproveito para confessar, na verdade eu tinha pavor! A razão era o simples fato de que eu achava que jamais suportaria ver o meu filho sofrer, com dores, doenças ou qualquer coisa. Também tinha medo de ter depressão pós parto. O medo, desde pequena, era algo que me cercava, sempre.


A minha mãe sempre foi a minha maior incentivadora, ela sempre me dizia que a sua vida só fazia sentido porque tinha a nós, quatro filhos. Nós éramos a sua força. Sempre me perguntei, porque a Bíblia falava que filho é um presente? Quem não quer ganhar um presente? Ganhar presentes é maravilhoso! E era a única maneira de explicar o amor que a minha mãe sentia por nós, éramos seus presentes.


Com o passar do tempo, logo o casamento vai pedindo mais alguém para completar a família, então decidimos ter um bebê. Fizemos planos! Tantos planos juntas, já estava tudo combinado, minha mãe me ajudaria por um tempo ( 2 meses, que sonho!) quando eu ganhasse meu bebê. Já estava tentando engravidar há 9 mêses, e nada do nosso bebê vir, por conta da demora logo a ansiedade começou a bater. Lembro bem a minha mãe nos acompanhando nessa etapa sempre perguntando: E aí?...


Em uma manhã de inverno bem cedinho, meu marido me acordou com a notícia de que a minha mãe tinha falecido, nem lembro bem ao certo o que eu pensei, mas uma coisa me lembro, pensei: "e agora como posso ser mãe se não terei o conselho da minha mãe?". Um desespero enorme tomou conta do meu coração, um turbilhão de perguntas... e medo.


A minha mãe faleceu 3 meses antes de engravidar da Lisa. Durante toda a minha gestação me questionava: Como darei banho na Lisa? E se ela chorar? E se for parto cesárea? Como farei para cuidar de tudo?


Passei a minha vida inteira lutando contra o medo, desde criança quando desenvolvi a síndrome do pânico. Minha mãe sempre esteve presente na superação de todos os meus medos. Ela sempre tinha as palavras e a xicara de chá na hora certa. Em tempos confusos, seus conselhos eram como um cajado que me indicava a direção certa a seguir. Nunca imaginei perdê-la tão cedo.


Toda a gravidez, o parto e até a chegada da minha Lisa, foram momentos cheios de solidão, medo e dúvidas. Foram dias difíceis... meses talvez. Quantos questionamentos. Quanto medo!


Ainda tenho muitas perguntas até hoje. Como minha mãe dava conta de quatro filhos em uma situação tao precária como a dela eu não sei, mas uma coisa eu tenho certeza, milagres aconteciam em nossa casa! A mão do Senhor estava com agente desde a nossa infância.


A minha maior frustração é não poder agradecer a minha mãe, por tudo o que ela me fez, pois hoje entendo de maneira mais profunda a sua dedicação diária por mim em todo tempo. Depois de me tornar mãe, devo ter amadurecido uns 20 anos. A maternidade tem me ensinado todos os dias, como uma lixa que me molda, e extrai o melhor e o pior de mim também, como canção vou dando equilíbrio e harmonia na pessoa que estou me transformando.


As vezes me pego chorando e pensando, que bom que decidi engravidar e não deixei o meu medo decidir por mim. Que bom que Deus me presenteou, com a minha pequena e doce Lisa.

Não sei como é ter a ajuda dos meus pais com a minha filha, mais sei do cuidado de um Deus que não me deixou um dia sequer, pude experimentar do cuidado e da promessa de que jamais estarei sozinha!

Me lembro de abraços, conselhos, visitas, presentes, presença de pessoas que mudaram a minha tristeza em alegria. Senti a presença de Deus atravéz da vida delas.


Não desperdice nenhuma chance, aproveite ao máximo os seus pais! Perdoe. Agradeça. Ame. Hoje eu sei que tudo o que eu imaginei e achei que não suportaria, não era real! Encontrei em Deus a amizade, a força, as respostas, a alegria, o aconchego de um abraço quente, a força para tomar decisões que não sabia se era o certo a fazer. Mais do que nunca, descobri a força que tem na mão de um Deus que promete, sempre, que não nos deixará jamais.

“Eu nunca os deixarei e jamais os abandonarei.” Hebreus 13:5

Essa promessa me devolveu esperança e me deu alegria para continuar. Sei que cada coisa que tenho vivido com a minha filha, cada conquista, cada lágrima, cada noite em claro, percebo que ser mãe vai além de sentimentos é uma entrega sem medidas. Assim viro rocha, acho força, mudo tudo, me reinvento, amo e deixo o amor me invadir. Ser mãe é encontro e renúncias, comunhão, multiplicação, as vezes também é se sentir perdida e sozinha, mas nunca desamparada.


Aprendi e jamais me esquecerei que a mesma mão poderosa que dá a vida, também a recolhe, pois em tudo vejo o Teu amor e em tudo vejo as Tuas mãos. Agradeço sempre ao Deus Eterno, porque tudo o que existe, só existe porque Ele é DEUS!


Michele Hirata



Michele Hirata é casada com Max e mãe da Lisa. Divide seu tempo entre a maternidade e o trabalho como consultora visagista, maquiadora e terapeuta capilar. Mulher em constante transformação, busca em Deus o refugio para superar seus medos e desafios diariamente.



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