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Tempo que não volta



Outro dia achei uma foto dos meus filhos bem pequenos e senti saudades deles na fase de bebês. Olhando pra trás - mas não tão para trás assim, hoje eles estão com 9 e 11 anos - pensei em quanto curti (ou não) a primeira infância deles. É fato que em todas as idades existem desafios, mas às vezes damos tanta importância pra esses desafios que não percebemos a riqueza de cada fase.


Eu estava jogando com amigas numa reunião, quando uma mãe que estava de fora olhou pra nós e disse: “parece que nunca vou fazer o que vocês estão fazendo, minha vida é cuidar de bebê”. Eu respondi prontamente: “São fases, essa vai passar e você vai chegar na minha”. Uma amiga sempre me falou isso, e agora, quando lembro disso, vejo o quanto uma frase “clichê" pode ser tão verdadeira!


Pensei muito sobre isso. Quantas vezes eu reclamei e fiquei brava por meus filhos estarem em certa fase de dependência, ao invés de me alegrar pelo que esse tempo podia trazer!?


Ao lembrar das minhas historias como mãe, me veio à mente os pontos mais importantes que tenho aprendido até aqui, pontos onde muitas vezes errei também. Acredito que existam mais - muitos mais!- mas esses tem moldado meu coração e a maneira de ver cada fase da vida dos meus filhos com muito zelo.


Olhos nos olhos: Como isso é importante! Eles sempre desejaram minha atenção ao compartilhar sobre suas brincadeiras, sobre seu brinquedo preferido ou até mesmo sobre o banho. Às vezes, palavras impossíveis de serem entendidas, mas eles somente queriam saber que podiam contar comigo! Internet nos rouba tempos preciosos com os pequenos. Tempo que não volta mais!


Ingratidão: Foram inúmeras as vezes, enquanto eu amamentava meu bebê de 1 mês no meio da madrugada, que pensei que, no mundo inteiro, eu era a única pessoa acordada! O sono pra mim sempre foi algo importante, tanto que eu normalmente fico sem paciência se estou cansada ou com sono. Reclamar e fazer perguntas é tão fácil! Os motivos são os mais diversos: trocar 3 vezes a fralda em menos de 1 hora, não conseguir que eles façam xixi no peniquinho, não conseguir assistir a série do momento. Por que o bebê demora tanto pra mamar? Por que ele tem cólica? Por que não tomo aquele banho de mais de 5 minutos? Por que não tem ninguém pra olhar o bebê? Percebe? Não acaba mais! Precisava me policiar, pedindo a Deus que sondasse meu coração pra avaliar se o que estava contando em uma conversa não soava como reclamação, auto comiseração (coitadinha de mim!), ou mesmo ingratidão!


Disciplina: Aprendi que a disciplina começa quando o bebê nasce! Muitas de nós tem dó, pena, preguiça ou medo de disciplinar, ou simplesmente não sabemos como fazer. Não espere a próxima fase pra dizer não e impor limites. Eu procurei mulheres que já passaram pela fase de disciplinar filhos pequenos e pedi conselhos. Também li muitos livros cristãos sobre disciplina bíblica. Começar a corrigir seu filho na próxima fase com certeza vai ser mais difícil, pra você e pra eles.


Valorize momentos de diversão: Como é difícil eu me importar menos com limpeza! E doenças, dessas comuns? As avós falam que quanto mais as criança se sujam, mais anticorpos adquirem. Não estou falando de falta de higiene, mas de sujeira boa, daquelas que lembramos até hoje! Que delícia era brincar na areia, escorregar no piso molhado, andar descalço! Aprendi que mesmo sem sair de casa, a criança pode, sim, pegar alguma doença.


Dê atenção para os outros: Meu marido precisa tanto de mim quanto precisava antes deles nascerem! É importante que nossos filhos cresçam admirando o amor do papai pela mamãe e vice-versa. Aprendi que meu filho mais velho também precisava de mim como antes, minhas amigas, meus familiares mais distantes. O bebê chega pra ser mais um na família, somar, e não dividir. Era meu papel ensinar a dormir sozinho, ensinar a ficar um tempo no cercadinho brincando, enquanto eu fazia almoço pra família ou ajudava alguém. Eu precisava explicar que era hora de assistir um filme infantil enquanto eu trabalhava ou escrevia para uma amiga. São detalhes valiosos! É importante não esquecer outros queridos por causa das crianças. Elas tem que saber que mais pessoas tem lugar nos nossos corações e que, apesar de precisarem de muita atenção, não são o centro da nossa vida.


Busquem a Deus juntos: O mais valioso que tenho aprendido, até aqui, é deixar que no dia a dia eles participem e percebam a importância que Deus tem e faz na minha vida e na vida da nossa família. Na prática: orando juntos nas refeições na mesa, aprendendo sobre gratidão a Deus pelo alimento, aprendendo a respeitar e não bater no prato enquanto conversamos. Isso valoriza nosso tempo em família, que é o projeto de Deus. Com bebês, precisava fazer o exercício de priorizar o meu tempo com Deus, incluindo as crianças no processo, deixando que eles brincassem perto de mim enquanto buscava ao Senhor, ensinando músicas em situações inusitadas, em brincadeiras, ensinando a importância de ir à igreja. A minha busca diária a Deus, nos momentos mais simples, faziam e fazem toda a diferença na minha vida e na vida da minha família.


Confesso que às vezes me pego ansiosa pela fase que está por vir, mas tento me lembrar constantemente que o tempo não volta mais. Quando me pego olhando fotos deles pequenininhos, sinto saudades, e isso me faz olhar para a minha fase atual e querer viver cada minuto dela, mesmo com todos os desafios.

Meu coração transborda de gratidão pelo presente que Deus colocou em minhas mãos: meus filhos. Meu desejo e minha oração é que o soberano Deus seja prioridade na sua e na minha vida e que isso possa transbordar pros que nos rodeiam! Sabemos que Ele é quem cuida realmente dos pequenos, mas somos responsáveis, enquanto temos nossos filhos debaixo das nossas “asas”, por administrar bem cada minuto. O tempo? Esse, realmente, não volta.


Fabiola Chaves



Fabiola Chaves é casada com Edwin. São missionários na Palavra da Vida em Caldas Novas, GO (@pvcaldas), e tem 2 filhos, Gabriel e Débora. Ela trabalha como arquiteta nas horas vagas e sua maior alegria é cuidar da sua casa e da sua família.