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Uma chama que não se apaga

Atualizado: 23 de Abr de 2019



Umas das coisas que eu mais aprecio no fogo são as suas cores, vibrantes e firmes. Aquelas chamas inicialmente fortes, com o passar dos minutos vão diminuindo até chegar a pequenas cinzas. Das cores, guardo a memória - sua beleza que mais parece uma paleta de cores ; do seu término, aprendo a lição - que mesmo o ardor mais eufórico de uma situação, pode acabar rapidamente.


Nossa maternidade tem muito a ver com isso. Começa linda, vibrante e cheia de esperança e se não cuidarmos da beleza inicial, das risadas da primeira eco, da esperança refletida na escolha do nome, que muitas vezes perpetuará a genealogia da família, ela vai se transformando em pequenas cinzas, de uma tristeza que muitas vezes não entendemos o porquê de existir.


Da maternidade idealizada à maternidade real existe uma ponte, que nem sempre conseguimos ultrapassar. Começamos com o entusiasmo da chegada do bebê em casa e daquele cheirinho gostoso que a invade. Nos perdemos no meio quando entendemos que as roupas se acumulam na máquina e nem temos tempo para escovarmos os dentes, e se não cuidarmos, pode terminar, na rotina do dia a dia, onde deixamos de lado, a vontade de comemorar o primeiro passinho ou mesmo o balbuciar mais inteligível.


Seria pedir demais, querer olhar somente as chamas lindas e achar que poderíamos viver sempre neste estado? Sabemos que isso não é real, mas ao mesmo tempo, quando olhamos para a nossa rotina, nossa falta de ânimo e insatisfação, e olhamos para os nossos filhos, presente de Deus para nós, sabemos que alguma coisa esta fora do eixo.


Da famosa frase “ser mãe é padecer no paraíso”, vamos focar e extrair da palavra paraíso o sentido de lugar perfeito, ideal, seguro, algo desejável. Da rotina estafante e do nariz que muitas vezes, não para de escorrer (que seria no contexto da famosa frase a palavra “padecer”), precisamos nos lembrar que podemos sim, desfrutar do paraíso, mesmo em meio ao caos aparente da nossa rotina e tarefas diárias, o paraíso existe, é o amor de Deus por nós, perfeito, seguro e pronto para nos acolher, exatamente do jeito que estamos e onde estamos. É esse amor que deve ser a fagulha que mantem nossa chama de esperança e alegria acessa, quando somos levadas a desejar “padecer”.


Seria fácil se, em um passe de mágica, essa chama aparecesse todas as manhãs naturalmente, porém, nem sempre é assim. As vezes nossa chama está fraquinha, quase se apagando. Mas precisamos entender e acreditar que não estamos sozinhas. Lembra do paraíso? É real, existe, podemos nos refugiar no amor de Deus por nós quando estivermos exaustas, podemos correr para o amor de Deus quando “pisamos na bola”, pois a cada manhã temos uma nova chance de recomeçar, de reacender nossa chama, de buscar forças para que Deus transforme nossa pequena chama, em uma chama linda e incandescente, para assim recomeçar com entusiasmo e amor, entendendo que não estamos sozinhas.

 Do crepitar da chama acesa, precisamos constantemente nos lembrar que somos amadas e queridas por Deus e que o propósito da maternidade vai além das noites mal dormidas e do choro fora de hora. É uma missão que abraçamos quando recebemos nossos filhos nos braços, que não termina tão cedo, é pra a vida toda.


Na Bíblia, temos historias de mães que souberam manter essa chama acesa, mesmo quando tudo disse não. Uma dessas mães que sempre me impactou foi a mãe de Moisés, Joquebede. Quando Moises ainda estava em seu ventre, veio uma ordem do rei para por fim à vida dos meninos judeus recém-nascidos. Já imaginou o coração de Joquebede? Pois é, mas ela não se atentou às cinzas que poderiam surgir de uma chama quase no fim. Ela preferiu continuar olhando para as cores firmes e vibrantes, que traziam uma mensagem de esperança. Um cesto lindo foi confeccionado, e penso eu, que talvez, em lágrimas, pois que mãe quer ser separada do seu filho ainda tão pequeno? Após esconder o menino por algum tempo, ela coloca o menino no cesto e o cesto no rio, com uma pequena chama de esperança, de que seu bebê pudesse ser encontrado. A historia segue, o bebê Moises é encontrado de forma surpreendente pela filha do Faraó, retirado das aguas, e a partir desse momento não somente Moises, mas a própria mãe dele, Joquebede, aquela que mesmo com uma pequena fagulha de esperança, confiou em Deus, teve sua historia transformada!


Essa história é a demonstração do amor e do cuidado de Deus, mesmo quando tudo nos diz que vamos padecer, mesmo quando nossa chama de alegria e esperança parece que vai apagar a qualquer momento. Mesmo quando estamos sem força para levantar e enfrentar mais um dia de tarefas que parecem não ter mais fim.


Manter a chama do nosso coração acessa para nos aquecer nos momentos difíceis, deve ser a nossa busca e a nossa oração diariamente. Fazer a nossa chama crepitar constantemente em um chamado de amor - essa deve ser a nossa missão.


Denise Correa



Denise é cardiopata de nascença e possui o coração do lado direito com órgãos invertidos (Dextrocardia e Situs Totalis Inversus) Portadora de válvula mecânica, sua gravidez foi um verdadeiro milagre. É uma mãe que ama escrever, refletir e pensar na bondade de Deus em nossas vidas. Líder de Devocional e Oração do MOPS da Igreja Batista do Bacheri e também de um Pequeno Grupo. Curitiba/PR Brasil.



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