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A longa espera e o sonho realizado



A vida é cheia de fases, expectativas e sonhos. Parece que estamos sempre em busca do próximo passo, da próxima conquista, do próximo plano perfeito. Sonhar e curtir cada fase da vida, esperar o que vem pela frente, tudo isso é bom demais, mas uma coisa que normalmente não aprendemos ou talvez não exercitamos é lidar com as fases, expectativas e sonhos que não saem exatamente como planejamos.


Sempre sonhei em ser mãe. Nunca considerei o fato ou a possibilidade de não ser mãe ou até mesmo de ter dificuldades para iniciar a minha jornada da maternidade. Como muitas mulheres da minha geração, maternidade não era um assunto comum ou normal nos nossos 20 anos. Fomos incentivadas a primeiro estudar, escolher uma faculdade, ter um ou mais diplomas, conseguir um emprego, ter uma carreira, e claro, ter sucesso em todas essas etapas. Enquanto tudo isso acontecia, natural encontrar um namorado, mas sem pressa para se casar, “tudo no seu tempo”. Se ele não for o “cara certo”, você tem tempo, você é nova, vai encontrar alguém.


Eu não fugi a essa regra, desde meus 18 anos quando iniciei a faculdade e comecei a trabalhar, segui esses passos direitinho. Deus foi muito bondoso comigo. Me formei, me especializei, tive um bom trabalho, uma boa carreira. Como era de se esperar, me apaixonei, encontrei alguém por quem meu coração realmente bateu mais forte, e aos 26 anos, disse um dos “Sim”, mais importante da minha vida. Tudo “perfeito”. Vida que segue. Vamos para a próxima fase, que para mim não era tão difícil assim, já que sempre sonhei com essa tal “maternidade”. Expectativas alinhadas e pronto, era só esperar que em breve o tão esperado positivo iria surgir. Foi exatamente aqui, nesse ponto, que eu iniciei a jornada que eu chamo de “longa espera”.


Mês após mês. Negativo, negativo, negativo outra vez. Logo esses meses se tornaram 1 ano, o que até então, não era algo de se estranhar, já que algumas pessoas demoram um pouco mesmo, isso por fora, mas por dentro a ansiedade e a expectativa só aumentava. O que há de errado comigo?


Logo, o que era 1 ano se tornou 2 anos, então iniciamos algumas visitas mais intencionais aos médicos. Dentro de mim eu não me conformava. Como assim? Meu coração começou uma inquietude silenciosa. Compartilhava com poucos essa longa espera, que cresceu ainda mais. Com 3 anos de espera precisei fazer uma cirurgia. Estava com um cisto enorme no ovário e o risco de perder o ovário era grande. Meu coração se angustiava cada vez mais, enquanto o meu desejo de ser mãe crescia cada vez mais também. Não conseguia “aceitar” tudo isso, mas não tinha escolha. Por fora a vida corria normal. Trabalho, amigos, casamento (com alguns altos e baixo é claro), mas por dentro o aperto no peito era grande, as lágrimas caiam quando me sentia sem esperança e a incerteza de toda aquela situação me deixava, muitas vezes, abatida e angustiada.


Mais uma vez, Deus demonstrou sua bondade. Quando acordei na sala de recuperação, me lembro do medico perto de mim dizendo, “Fica tranquila, eu não tirei o seu ovário!”. Ali eu adormeci, com uma faísca de esperança em meu coração. Era como se Deus sussurrasse em meu ouvido: “Fica tranquila, Eu estou com você”.

Após a minha recuperação decidimos iniciar a jornada de um tratamento para engravidar, quem já passou por isso entende muito bem o que eu quero dizer com “jornada”. Uma decisão difícil e longa, após muitas conversas e orações com pessoas que sempre acompanharam a nossa historia.


Exatamente cinco anos após o primeiro mês de expectativa para engravidar, entre espera, consultas e exames médicos, cirurgia para retirada de um cisto ovariano e tratamento para engravidar, o nosso tão esperado positivo apareceu. Não conseguíamos conter as lágrimas, nos abraçamos e oramos, transbordando de alegria e gratidão a Deus, pois a vida é uma dádiva de Deus e só pode ser sustentada por Ele.


Pela graça e bondade de Deus, 9 meses depois, nosso Samuel chegou. Lembro nitidamente quando colocaram o Samuel em meus braços, quando senti seu corpinho tão pequeno, quando ouvi o seu choro pela primeira vez... a longa espera tinha acabado. O meu tão esperado sonho estava bem ali, real, tão frágil, tão pequeno em meus braços e eu era, enfim, mãe.


Quanta coisa aconteceu desde então. Quanta coisa aprendi e ainda aprendo quando olho para trás e para essa “longa espera”. Hoje, cinco anos após o sonho realizado, quando vejo meus dois meninos preciosos correndo pela casa, cheios de vida, o Samuel e o Daniel (que veio logo em seguida), não tenho como não transbordar de gratidão a Deus.

Quanta coisa aprendi e aprendo a cada dia nessa aventura chamada maternidade, sobre mim, sobre meus filhos e mais do nunca, sobre Deus.

Essa experiência me ensinou que mesmo em meio as esperas necessárias e situações inesperadas e difíceis da vida e do mundo em que vivemos, Deus continua sendo bom. Aprendi que mesmo com toda a nossa insegurança, falta de fé e de esperança, Deus anseia em nos ter bem pertinho dEle, como um Pai amoroso e paciente que não se cansa de nos esperar. Posso dizer, com alegria, que além dos meus preciosos filhos, Deus me deu um coração cheio de esperança, alegria e contentamento, não somente pelo fato de eu ser mãe (muitas de nós já percebemos que a tão sonhada maternidade, por mais desejada que seja, não nos satisfaz por completo), mas pelo fato de conhecer mais do amor e da bondade de Deus diariamente, tranquilizando assim a minha alma e meu coração.


“De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma. Sou como uma criança recém- amamentada por sua mãe; a minha alma é como essa criança.” Salmos 131:2

Que Deus nos guie a viver a nossa tão sonhada maternidade, com zelo, responsabilidade, intenção e com o coração sempre grato e cheio de esperança nEle, o autor e sustentador da vida!


Tatiana Hume



Tatiana Hume é casada com Marcos, mãe do Samuel (5) e do Daniel (3). Apaixonada pela vida, por palavras e por amizades sinceras e ama servir e ajudar o próximo. Hoje, além do agito da maternidade, serve como voluntária no MOPS Brasil, pois realmente acredita que nutrir corações pode mudar o rumo de uma história.





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