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Dia internacional da mulher


Sempre me senti homenageada no Dia Internacional da Mulher, até o dia em que percebi que só teria reais motivos para comemorar quando fosse uma mulher diferente.


Era 8 de março de 2014 quando uma enfermeira entrou em meu quarto com um pequeno pacote de presente nas mãos. Apenas 24 horas tinham se passado desde o nascimento de meu primogênito, e, confesso, não havia me lembrado de que dia era aquele. Quando li o cartão do hospital me desejando um feliz Dia da Mulher, pensei: “Puxa! Que belo dia para comemorar esta data”. Verdade! No auge de minha feminilidade poderia orgulhosamente desfrutar daquela ocasião como nunca antes em minha vida. Mas a maternidade mudou tudo.

À medida em que o tempo passava e me via de diversas maneiras desafiada pela maternidade, mais eu percebia que aquele caminho sem volta me levava a uma necessidade profunda de mudança de dentro para fora.

Diante de erros e acertos, frustrações e culpas, alegrias e prantos, eu almejava como nunca estabilizar meus sentimentos, me fortalecer, estar pronta para fazer o que cabia somente a mim e viver plenamente a fim de deixar um legado bonito para meus filhos.


Como mulher, iniciando minha jornada da maternidade, percebi que meu coração ansiava por mudança. Assim, comecei a minha busca para ser uma mulher segundo o coração de Deus, para ser capaz de imprimir algo de valor eterno em meus filhos, pois percebi que somente ancorada em Deus e na obra salvadora de Jesus, essa mudança que eu buscava faria sentido.

Nessa caminhada constante, ao longo da maternidade, fui encontrando modelos que o próprio Deus nos deixou para nos orientar na Sua Palavra. E desses modelos, tiro minhas orações e ações como uma mulher segundo o coração de Deus.


Gostaria de compartilhar alguns desses modelos que tem me ajudado como mulher:

  • Maria, irmã de Marta, que deixou de lado os seus afazeres e escolheu a boa parte: estar sentada aos pés de Jesus, como discípula, para ouvir Seus ensinamentos (Lucas 10:38-42).

  • Ana, que não se importou com nada ao seu redor e derramou sua alma diante de Deus em oração. Ela O buscou e entregou o seu pedido, confiando a Ele o seu mais profundo desejo de ter um filho e, depois de tê-lo, o entregou ao Senhor cumprindo seu voto (1 Samuel 1:10-15).

  • Rute, que, mesmo viúva, foi leal aos seus princípios e permaneceu com sua sogra, não a deixando sozinha. Caminhou com ela e experimentou a fidelidade de Deus (Rute 1:16-18).

  • Ester, que lutou por seu povo com as suas armas tornando-se rainha e livrando os judeus da morte intercedendo por eles (Ester 2:17, 8:3-8).

  • A mulher sunamita, que, mesmo com o seu filho morto, partiu em busca do profeta Eliseu confiante de que tudo estava bem até realmente encontrá-lo e ter seu filho vivo novamente (2 Reis 4:18-37).

  • Maria, mãe de Jesus, que diante de acontecimentos maravilhosos ao nascer do filho de Deus por meio de seu ventre, se alegrava, louvava, guardava todas as palavras daquele momento especial, meditando nelas em seu coração (Lucas 2:19).

  • Débora, que diante da iminente guerra, não teve medo e levantou-se como mãe de Israel (Juízes 5:7).

  • Loide e Eunice, avó e mãe de Timóteo, mencionadas pelo apóstolo Paulo pela fé sem fingimento que transmitiu ao neto e filho (2 Timóteo 1:5).

Como essas e tantas outras mulheres na Bíblia, temos motivos para acreditar que Deus pode nos levantar e nos usar para fazermos a diferença na vida das pessoas ao nosso redor. Podemos sim, como mulheres, impactar o nosso mundo ao nosso redor, se firmadas e ancoradas na força do Senhor.


Ser uma mulher forte, uma mulher de Deus, não diz respeito à nossa capacidade e força, mas sim ao que Deus, Aquele que nos criou e que nos capacita, pode fazer em nós e através de nós. É nessa força que vem de Deus, que podemos nos levantar e ser a mulher que precisamos ser, mulheres capazes de deixar uma marca de valor eterno.


Para a glória de Deus, teremos a verdadeira alegria e graça de receber os presentes que Ele tem para nós, como or exemplo o carinho especial dos nossos maridos e filhos num Dia Internacional da Mulher.


Feliz dia internacional da mulher!

Jaqueline Mendes Cilo



Jaqueline Mendes Cilo é casada e mãe de dois filhos. É jornalista, gosta de uma boa conversa e de uma boa risada. Mas, sobretudo, ama a Palavra de Deus e tem se redescoberto nela.



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